Comunicação

BIM e SST em Canteiros de Obras

A utilização da ferramenta Building Information Modeling (BIM) na área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) nos canteiros de obras vem ganhando cada vez mais adeptos – com projetos em andamento –, por integrar informações sobre todo o ciclo de vida da obra e sobre todas as etapas e componentes de cada parte de uma edificação, permitindo acesso e colaboração por parte de todos os profissionais envolvidos na integração dos requisitos de SST do empreendimento.

Para falar sobre o tema BIM e SST em Canteiros de Obras, o CBIC Hoje+ ouviu Dionyzio Klavdianos, vice-presidente da área de Inovação da CBIC. Confira.

O que é o Building Information Modeling (BIM)?

Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção é um modelo virtual constituído por informações geradas e mantidas durante todo o ciclo de vida de um edifício. Trata-se de uma das mais importantes e acessíveis inovações correlatas à construção civil ocorridas nos últimos tempos, com potencial para transformar o gerenciamento de processos.

Quais as potencialidades do BIM para a indústria da construção?

O BIM se relaciona com todas as etapas de um empreendimento, desde a sua concepção até sua manutenção. A possibilidade de interação prévia no mundo virtual minimiza a possibilidade de não conformidades e potencializa ações de melhorias.

Na sua avaliação, quais os benefícios adicionais do BIM para a arquitetura e a engenharia nacional?

Sem perder de mente que é necessário continuar estudando muito para se formar e evoluir na profissão almejada, o BIM possibilita ao profissional cuidar mais de pensar, planejar, analisar, resolver, decidir com propriedade, transformar, em vez de gastar tempo em atividades repetitivas e que exigem mais suor que neurônios.

Como tem sido a aderência das empresas à implementação dos processos BIM no Brasil? E qual tem sido o papel do governo?

Hoje já há mais sinais perceptíveis de que entidades e associações de classe estão mais preocupadas em disseminar a tecnologia e, trabalhando nesse sentido, muitas vezes até integradas, o que facilita. O governo também, desde que definiu como meta investir em BIM nas obras públicas não tem estagnado o processo, que já perdura há três governos distintos, também nesse caso é visível iniciativas generalizadas de implementação de concorrências públicas em diversos ministérios e secretarias a nível federal e municipal.

Na sua avaliação, como foi o envolvimento das diversas partes da cadeia e ao que você atribui os bons resultados do projeto BIM Colaborativo, de iniciativa da CBIC?

Acima da expectativa, embora frisando que participaram do projeto mais empresas pequenas e médias. Todas as empresas que começaram o curso terminaram e o público era bem eclético, com representantes de construtoras e diversas modalidades de projetistas participando. Deu certo porque passamos um ano debatendo e preparando um programa para o curso e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) ajudou a financiar o investimento dos participantes.

O BIM pode ser aplicado na integração dos requisitos de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) das obras?

Sim, já há projetos em andamento neste sentido.

Quais as vantagens da utilização do BIM em SST nos canteiros de obras?

As mesmas da obra como um todo. Veja, se você pensar como melhoria a didática e a absorção do aprendizado e se pudermos mapear todas ou grande parte das situações de risco de uma obra no mundo virtual, a possibilidade de assimilação dos perigos por parte da gerência da obra e operários será bem maior, inclusive focando nas principais causas de morte.

Qual a participação da CBIC na disseminação do uso da tecnologia BIM e, mais especificamente, na integração das questões referentes à SST?

Há cinco anos, a CBIC não para de lançar projetos novos e cada vez mais evoluídos sobre BIM. Para este ano, uma parceria com o Senai Nacional vai viabilizar expandir o BIM colaborativo para seis novas capitais, já não mais como piloto. Sobre SST começamos a entabular parceria com a Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC para evoluir sobre assunto tão candente.

 

Fonte: Agência CBIC